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Ceará feito a mão: CeArt percorre Aracati e amplia o acesso à Identidade Artesanal

A iniciativa facilita o acesso de artesãos aos serviços públicos, ampliando o reconhecimento profissional, o acesso a direitos, políticas públicas e oportunidades de geração de renda.

Atualizado em 30/01/2026 às 10:01, por Nádia Juvêncio.

Fonte: Ascom SPS CE.

Quando Maria Raimunda Dias começou a fazer crochê e bordado, em 2008, não imaginava que o artesanato se tornaria seu principal meio de sustento. Após um acidente de trabalho, foi no fazer manual que ela encontrou uma forma de recomeçar. Histórias como a dela se repetem em Aracati e em outros municípios cearenses, onde a Central de Artesanato do Ceará (CeArt) esteve para realizar os testes de habilidades e garantir o acesso à Identidade Artesanal.

Coordenada pela Secretaria da Proteção Social (SPS), a CeArt, neste mês de janeiro, percorreu o litoral do Aracati, em Canoa Quebrada e Majorlândia, para efetuar a política de descentralização dos atendimentos. A iniciativa facilita o acesso de artesãs e artesãos aos serviços públicos, ampliando o reconhecimento profissional, o acesso a direitos, políticas públicas e oportunidades de geração de renda.

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Identidade Artesanal

É um documento oficial que permite ao profissional participar de feiras e eventos institucionais, acessar capacitações, concorrer a editais do setor e obter isenção fiscal. Em 2025, o Ceará emitiu 4.168 carteiras de artesão, um esforço que fortalece a atividade como um pilar econômico e cultural. Para descentralizar o acesso aos serviços, ações de ampliação foram realizadas, alcançando 108 municípios cearenses.

Maria Raimunda Dias, uma das artesãs atendidas em Aracati, destaca a importância da ação para a sua rotina de trabalho.

Chegou no momento mais difícil da minha vida. O artesanato me salvou. Saí da depressão, recuperei minha autoestima e hoje vivo disso,

relata Maria Raimunda Dias.

 

Os artesãos cearenses que buscam obter a identidade artesão contam com a opção de atendimento remoto, por videochamada, oferecida pela Central de Artesanato do Ceará (CeArt). Para o atendimento presencial, os interessados podem se dirigir às unidades da CeArt em Fortaleza e Juazeiro do Norte, buscando o setor de produção artesanal.

– Presencial: Unidades da CeArt em Fortaleza e Juazeiro do Norte (setor de produção artesanal);

– Remoto (Videochamada): WhatsApp: 85 9 8838.4618.

Documentos necessários:

– Documento de identificação com foto;
– CPF;
– Comprovante de residência atualizado;
– Uma peça artesanal pronta e o material para o teste de habilidade.
 

Fonte: Ascom SPS CE.


CeArt em Aracati/CE

Um dos espaços que recebeu a equipe da CeArt foi a Associação Canoa Mulher, referência na formação de mulheres artesãs. Atualmente, a associação atende cerca de 60 mulheres, com oficinas semanais de crochê, pintura, bordado, costura criativa e macramê, além da participação em feiras locais e regionais. 

Para Alzenir Sousa, integrante da diretoria do espaço, o artesanato também cumpre uma função importante.

Aqui é um espaço de convivência. Para muitas mulheres, é um dos poucos momentos de lazer da semana. Além disso, elas aprendem uma profissão e conseguem gerar renda,

explica Alzenir Sousa.

 
 

Fonte: Ascom SPS CE.


A bordadeira Elisângela da Silva participa da associação há quase dois anos. Sem experiência anterior, ela aprendeu a bordar no espaço e hoje se dedica ao bordado livre.

Eu achava que não era capaz. Hoje, cada peça que faço me mostra que eu consigo aprender e produzir,

conta Elisângela da Silva.

 
 

Fonte: Ascom SPS CE.


Os testes de habilidade também incluíram técnicas tradicionais do litoral cearense, como os desenhos com areia colorida em garrafa. Carlos Eduardo, que atua há mais de 15 anos na área, destaca a importância da sua carteira.

Eu queria tirar essa carteira há muito tempo. Agora posso participar de eventos e apresentar meu trabalho com mais segurança,

afirma Carlos Eduardo.

 

Tradição e saberes do Labirinto

No labirinto, técnica artesanal tradicional da região, as histórias de vida se misturam com o próprio fazer manual. Aos 79 anos, Maria do Rosário segue produzindo diariamente.

Se eu parar, eu não me sinto bem. O labirinto faz parte da minha vida,

conta Maria do Rosário.

 

 

Fonte: Ascom SPS CE.


Reconhecida como mestra da cultura, Maria Biatriz é referência para outras labirinteiras da região. Além de produzir, ela orienta e acompanha o trabalho de outras artesãs, contribuindo para a continuidade da técnica.

O artesanato representa trabalho, autonomia e identidade, além de ser uma forma de manter viva uma tradição aprendida ainda na infância.

Maria Biatriz.

 

Fonte: Ascom SPS CE.


Para Ticiane Gomes, orientadora da Célula de Produção Artesanal da CeArt, o atendimento nos territórios fortalece o setor.

Quando a CeArt vem até os artesãos, facilita o acesso aos serviços e reconhece saberes que muitas vezes ficam invisíveis. O teste de habilidade é um momento de escuta e de valorização do trabalho artesanal,

destaca Ticiane Gomes.

 


Fonte: ASCOM SPS CE.

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